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Como conquistar oportunidades no mercado de trabalho ainda na graduação?

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Ao começarem uma graduação, os jovens já dão o primeiro passo para alcançarem a carreira que tanto desejam, pois é justamente a vida acadêmica que proporciona o desenvolvimento e a qualificação deles como futuros profissionais. Porém, muitos desses universitários se preocupam por não terem tantas oportunidades quanto gostariam para entrar no mercado de trabalho e ganhar experiência na área de formação.

Por essa razão, elaboramos este post para explicar melhor como funciona um curso de nível superior, mostrar que estratégias você pode adotar para tornar seu currículo mais atraente, o que deve ser feito para equilibrar trabalho e graduação e, inclusive, explicar se a escolha da instituição de ensino influencia ou não nas suas chances profissionais. Acompanhe e sane todas as suas dúvidas!

Como funciona uma graduação?

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Para começar, vamos falar das características de uma graduação. Isso porque quem sai do ensino médio direto para a rotina da vida acadêmica costuma notar muitas diferenças que vão além da duração dos cursos, o período letivo e o formato segmentado de aprovação/reprovação por disciplina.

Elas também dizem respeito às atividades que podem ser feitas fora da sala de aula, à existência do estágio e ao temido TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Por isso, fique atento que vamos abordar uma por uma e esclarecer qualquer questionamento a respeito!

Duração

A duração de uma graduação não é a mesma para todos os cursos. Ela muda de acordo com dois fatores: a carga de conteúdos teóricos e práticos que eles têm e o tipo de formação adotada em cada um deles — que pode ser bacharelado, licenciatura e/ou tecnológico.

Mais a frente, nós vamos nos aprofundar sobre as diferenças desses três tipos. Aqui, a gente já adianta que bacharelados duram, em média, de quatro a seis anos. Licenciaturas, por outro lado, entre três e quatro anos. Já os tecnológicos ficam entre dois e três anos.

Período letivo

Outro grande diferencial no funcionamento de uma graduação é o período letivo. É que ele dura o ano todo nas escolas. Por essa razão, cada série se prolonga por 12 meses e você tem aula das mesmas matérias — assim como provas e trabalhos delas — durante todo esse tempo. Já no centro universitário não funciona dessa maneira. Nele, você considera os semestres separadamente.

Pegando o ano de 2020 como exemplo, a instituição estabelecerá os semestres 2020.1 e o 2020.2. Com isso, em cada um há disciplinas, atividades, eventos e afins que são distintos e que se complementam para a sua formação.

É por isso que quando falamos de duração de uma graduação podemos usar tanto o prazo em anos quanto em semestres, uma vez que a cada seis meses há um desenvolvimento e um aprofundamento único do estudante na área em que ele escolheu atuar.

Disciplinas em foco

Um terceiro detalhe importante da graduação é que cada disciplina opera de forma independente das demais. Na prática, isso significa que você deve se empenhar para valer nos seus estudos, pois cada matéria tem provas, projetos, seminários e trabalhos valendo nota apenas para si mesma. É por isso que o estudante pode passar, por exemplo, em quatro disciplinas, mas reprovar em uma.

O grande problema disso é que há matérias que são pré-requisitos para outras. Para completar, uma reprovação pode até mesmo atrasar a sua colação de grau. Portanto, é indispensável ter autodisciplina, ser proativo nas aulas e deixar o conteúdo sempre em dia para não passar sufoco na etapa de avaliações.

Estágio supervisionado

Durante o curso acadêmico, você se depara não só com as disciplinas na grade curricular, mas também com o estágio supervisionado. Essa é a oportunidade que muitos estudantes têm de vivenciarem as mais variadas práticas profissionais do ramo que escolheram, aplicarem o conhecimento obtido na sala de aula e nos laboratórios e, ainda, acompanharem a rotina interna de empresas, órgãos públicos e/ou organizações da saúde.

Atividades de extensão

Além do que foi dito, você também conta com as atividades de extensão na graduação. Ou seja, as atividades extracurriculares que podem ser realizadas dentro, ou mesmo, fora do campus, como cursos livres, projetos de iniciação científica, participação em eventos universitários, envolvimento com festivais de arte, exposição em congressos etc.

Afinal, as instituições de ensino costumam estabelecer uma média de horas para essas atividades que todos os estudantes devem completar ao longo do curso para conseguirem se formar. O objetivo disso? Simples: expandir a bagagem cultural, a vivência acadêmica, a experiência profissional, o amadurecimento pessoal e o aprendizado deles.

Trabalho de Conclusão de Curso

A última etapa da sua formação consiste na elaboração e na defesa do Trabalho de Conclusão de Curso — que é conhecido abreviadamente por TCC. Ao fazê-lo, você se dedica a um objeto de estudo e escreve, geralmente, uma monografia a respeito dele.

É nesse material que você prova a sua qualificação, pois utiliza todo o senso crítico, o embasamento teórico, as competências técnicas e o conhecimento prático da profissão que desenvolveu no decorrer da graduação.

Portanto, não basta apenas ir bem nas disciplinas, concluir as atividades de extensão e fazer o estágio. Sem o TCC, não há colação de grau.

Quais os tipos de graduação que existem?

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Agora que já explicamos os detalhes de um curso de nível superior, que tal mostrarmos os tipos de graduação existentes? Isso porque há não só modalidades diferentes, como também versões distintas de titulação que você pode alcançar ao se graduar. Abaixo, nos aprofundamos nas duas categorias. Veja!

Modalidades de graduação

Primeiramente, vamos falar das duas modalidades de graduação: a presencial e a distância (EAD). Ambas dizem respeito à forma como as aulas são ministradas e como as atividades acadêmicas são realizadas. Abaixo, explicamos melhor a diferença entre elas.

Presencial

A maioria dos brasileiros já está habituada à modalidade presencial. Afinal, esse é o padrão adotado em muitas escolas e replicado em vários centros universitários. Basicamente, as aulas acontecem durante a semana em horários previamente marcados dentro do campus da instituição. Para acompanhá-las, é preciso estar presente na sala de aula.

As atividades acadêmicas, por sua vez, acontecem tanto dentro da sala de aula quanto nos demais ambientes do campus, o que acaba estimulando não só uma maior vivência do espaço, mas também, o networking e um maior engajamento em atividades de extensão.

EAD

Já a graduação a distância segue um estilo diferente. As aulas são disponibilizadas em um ambiente de aprendizagem virtual. Dessa forma, o estudante não precisa comparecer à instituição para assisti-las. Ao contrário, ele pode fazer isso de casa (ou de qualquer outro lugar que preferir) e no horário que quiser.

Com isso, ele ganha mais autonomia para gerenciar o próprio tempo e organizar os estudos da maneira que considera mais adequada e eficiente para si. Nesse ambiente online, também são realizadas tarefas e atividades que contribuem para potencializar o sue aprendizado. Já a realização de trabalhos e provas é marcada com antecedência para que você se dirija ao polo de ensino mais próximo da sua residência.

Tipos de titulação

Os tipos de titulação (bacharel, licenciado e tecnólogo), por outro lado, se referem diretamente ao formato do curso que você faz. No ensino superior, é possível encontrar três versões distintas. Abaixo, nos aprofundamos sobre as características delas.

Bacharel

O bacharel é quem se forma em um curso de bacharelado — que é o formato predominante quando se trata de graduação. A razão disso é que ele não só prepara os estudantes para o mercado de trabalho, mas também apresenta um panorama com as atividades profissionais que eles podem exercer ao se formar.

Isso só é possível graças ao perfil generalista que essa formação tem, o que lhe permite desenvolver habilidades e competências para atuar no máximo possível de segmentos dentro da carreira escolhida.

Licenciado

Para ser um licenciado, você deve fazer uma licenciatura. No entanto, é preciso saber, de antemão, que esse formato de graduação é voltado para quem tem o desejo lecionar e ter uma carreira atuando em escolas públicas e/ou privadas.

Por essa razão, o curso traz uma gama ampla de conteúdos teóricos. Além disso, a matriz curricular conta com matérias que o ajudam a desenvolver a ética profissional, a comunicação interdisciplinar e a capacidade didática e lúdica de ministrar aulas. Dessa forma, você pode se tornar um excelente professor.

Tecnólogo

Por fim, o tecnólogo é aquele que faz uma graduação tecnológica. Diferentemente das duas primeiras, ela é centrada na qualificação dos estudantes para que eles atuem em uma área bem delimitada (quando não específica) do mercado de trabalho.

Justamente por isso, esse tipo de curso conta com uma grade curricular mais compacta, com conteúdos práticos, atuais e alinhados com as demandas mais frequentes do setor. Outro ponto relevante é que, entre as três formações, ela é que a tem menor duração.

O que fazer para conciliar trabalho e graduação?

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Uma das grandes dúvidas para quem já atua no mercado é como conciliar trabalho e graduação. Isso porque é natural o desejo de se empenhar no emprego/estágio para ser reconhecido na empresa e, simultaneamente, manter um bom desempenho ao longo do curso. Porém, a realidade de muitos jovens não é bem assim.

Alguns acabam preterindo os estudos, enquanto outros deixam de cumprir com as suas funções e tarefas dentro da organização. Por esse motivo, reunimos algumas dicas que vão ajudá-lo a se organizar, utilizar melhor o tempo e equilibrar a vida acadêmica e a profissional. Confira!

Monte checklists para o trabalho e a graduação

A primeira dica é montar um checklist semanal para o seu trabalho e a sua graduação, listando atividades, reuniões e afazeres para o primeiro e provas, trabalhos e tarefas para a segunda. Essa é uma forma simples e eficiente de colocar em ordem o seu cotidiano e ter um maior controle sobre prazos e obrigações pendentes em ambas as esferas.

Aproveite bem o tempo livre

Uma segunda dica é aproveitar bem o seu tempo livre. Isso porque muitas vezes você tem algumas horas vagas no dia e, em vez revisar as matérias ou ler algum conteúdo extra que os professores recomendaram, está navegando à toa nas redes sociais.

Ou seja, o segredo é tornar o seu tempo realmente produtivo. Dá para dedicar parte dele ao lazer, ao relaxamento e ao ócio? Claro que sim! Porém, também é possível dedicar a outra metade aos seus estudos. O seu futuro profissional agradece!

Mantenha um bom canal de diálogo com o seu chefe

Além do que foi falado, é essencial manter um bom canal de diálogo com o seu chefe. Tenha em mente que no decorrer do curso você terá alguns momentos como provas, projetos em equipe, atividades extracurriculares, ou mesmo, encontros com o seu orientador do TCC que vão demandar mais tempo e empenho do que o usual.

Logo, ao ter um relacionamento sadio com o seu supervisor é possível negociar dias em que você possa fazer home office, encerrar as atividades laborais mais cedo, trabalhar apenas um turno e compensar em outro dia, ou mesmo, folgar para se dedicar a esses outros compromissos.

Dessa forma, você não precisa deixar a empresa na mão, nem muito menos correr o risco de perder ou ser omisso com suas obrigações acadêmicas.

Como tornar o currículo mais atraente e competitivo?

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Já para quem ainda não trabalha, mas quer começar, o ideal é focar na criação e, em especial, no desenvolvimento do seu currículo. Afinal de contas, ter experiência prévia não é o único requisito para você concorrer em processos seletivos, participar de entrevistas e ser selecionado para as vagas que aparecem.

A seguir, você vai conferir estratégias para complementar e valorizar o seu CV. Em sua maioria, são atividades que mostram proatividade, interesse em aprender e se qualificar, engajamento social etc. Confira!

Realize estágios

A primeira dica é bem simples: realize estágios ao longo da sua graduação, não espere apenas pelo estágio supervisionado que é obrigatório e ocorre próximo ao final do curso.

O motivo é simples: o estágio funciona como porta de entrada para o mercado de trabalho, permitindo que você conquiste a experiência profissional que não tem e conheça de perto quais são os desafios de uma rotina laboral — o que envolve metas, projetos, custos de investimento, atendimento ao cliente, desenvolvimento de novos produtos e serviços etc.

Muitos estagiários, por exemplo, acabam desenvolvendo um trabalho tão produtivo, eficiente e de bom relacionamento interpessoal com colegas, que as empresas decidem efetivá-los, contratando-os logo após eles se formarem.

Faça cursos livres e de extensão

Além da sua graduação, você pode (e deve) fazer cursos livres e de extensão que são oferecidos pelo seu centro universitário.

Eles são uma excelente oportunidade para aprimorar os seus conhecimentos na área de formação, acompanhar as tendências do ramo, desenvolver novas competências, se familiarizar com o uso de programas, softwares, equipamentos e outros recursos utilizados no meio profissional etc.

O melhor de tudo é que muitos deles são curtos, podem ser contabilizados com atividades complementares e alguns, até mesmo, são disponibilizados de forma gratuita.

Participe de trabalhos voluntários

Trabalhos voluntários — que envolvem sustentabilidade e medidas ecológicas, combate aos maus-tratos que animais sofrem, auxílio às pessoas carentes e suporte às pessoas idosas etc. — também são uma boa pedida para enriquecer o seu currículo.

Isso porque eles mostram que você tem consciência social, é uma pessoa atenta a problemas que atingem a comunidade em que vive e que está disposto a fazer a diferença ajudando e participando, ativamente, de diferentes projetos mesmo sem receber por isso.

Aliás, vale ficar atento, pois a sua instituição de ensino, por exemplo, muitas vezes conta com um ou mais projetos dos quais você pode participar.

Inscreva-se na monitoria de disciplinas

Uma última sugestão é se inscrever em processos de seleção para monitoria de alguma disciplina que você já fez e domina bem o conteúdo. Afinal, além de ser uma atividade a mais para acrescentar ao seu currículo, a função de monitor permite que você desenvolva habilidades muito importantes para as empresas, como oratória clara e concisa, autodisciplina e capacidade de liderança.

Isso sem falar, é claro, que a matéria para a qual você presta suporte pode ter ligação direta com o segmento no qual você quer trabalhar, o que mostra a sua qualificação para exercer estágios futuros e sair na frente dos demais candidatos em processos seletivos.

Por que desenvolver a resiliência durante a graduação é importante?

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Desenvolver a resiliência durante a graduação é importante para que a ansiedade e as expectativas em excesso não atrapalhem a sua formação e o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Isso porque ao longo da sua jornada acadêmica vão surgir muitas oportunidades profissionais, mas nem sempre será possível se candidatar a elas.

Para algumas será preciso estar em um semestre avançado, enquanto para outras o horário livre exigido não será compatível com o da sua agenda. Além disso, haverá aquelas para as quais você enviará o seu currículo e não será convocado para as próximas etapas do processo seletivo. Portanto, é preciso manter a cabeça erguida e entender que tudo isso faz parte da sua experiência sobre como funciona o mercado de trabalho.

O fato de não ter dado certo com um estágio aqui, outro acolá não significa que você é ruim, não tem capacidade de aprender ou que não terá sucesso na carreira. Longe disso! Essas adversidades são comuns e você não será o único a passar por elas. Mantenha-se firme e não se deixe abater no primeiro obstáculo que surgir para alcançar o sucesso na graduação!

A escolha da instituição de ensino influencia na inserção no mercado de trabalho?

Para encerrar nosso post, não podemos deixar de abordar que, sim, a escolha da instituição de ensino pode influenciar não só o tempo que você leva para se inserir no mercado — reduzindo-o consideravelmente —, como a quantidade de oportunidades profissionais que aparecem para você ainda durante a graduação.

É por isso que, além da escolha do curso, é preciso pensar e repensar de maneira inteligente onde você estudará. Afinal, além do que acabamos de dizer, o centro universitário também será o responsável direto pelo seu aprendizado e o seu desenvolvimento acadêmico.

Portanto, escolha um local que tenha as características que listamos abaixo e garanta o seu acesso a uma formação de qualidade. Tome nota!

Oportunidade de internacionalização do currículo

Uma instituição de ensino que visa uma formação completa, dinâmica e globalizada para o estudante conta com parcerias com centros universitários no exterior para permitir, facilitar e, inclusive, auxiliar a realização de um intercâmbio.

É o caso, por exemplo, do Programa de Internacionalização UNIFEOB que dá o suporte necessário para que você se candidate a bolsas e oportunidades de estágio fora do Brasil. Com isso, você internacionaliza o seu currículo, expande a sua rede de contatos, aprende outra língua e vive uma troca cultural que o tornará um profissional ímpar no mercado.

Incentivo à pesquisa

Um bom centro universitário também mantém e investe em um programa de iniciação científica e tecnológica. Afinal, por meio dele, os professores podem promover projetos de extensão e pesquisa e os estudantes têm a oportunidade de produzir conhecimento científico por meio de artigos, relatórios, programas etc.

Algo que, sem dúvidas, pode levá-los a participar de eventos acadêmicos regionais e nacionais e, inclusive, a serem premiados e reconhecidos em congressos, feiras e afins.

Programas de estágio

Além do que foi dito, é essencial que a instituição de ensino que você escolher tenha um programa que prepare os universitários para ingressar no mercado de trabalho em menos tempo e de forma mais preparada que em outros locais.

A UNIFEOB, por exemplo, tem o Programa Talentos UNIFEOB que realiza treinamentos com os jovens para o desenvolvimento de habilidades e a capacitação deles.

Em seguida, aqueles que são selecionados realizam estágios em empresas parceiras, o que permite que desde cedo eles já tenham a vivência profissional da área que escolheram e possam construir um currículo mais sólido e com boas referências.

Como você leu, saber como entrar no mercado é uma dúvida comum entre aqueles que iniciam uma graduação. Porém, não é preciso sofrer por antecedência!

Ao estudar em uma boa instituição de ensino, se dedicar aos estudos e colocar algumas estratégias que enriquecem o seu currículo em prática, as suas chances de conseguir um estágio ou mesmo um emprego aumentam (e muito).

Por isso, não deixe de seguir nossas dicas para valorizar o seu CV e, em especial, as nossas sugestões para conciliar trabalho e graduação!

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