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[INFOGRÁFICO] Tudo que você precisa saber para se dar bem na prova de vestibular

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Nem sequer é preciso terminar o ensino médio. Desde o início do terceiro ano, o vestibular é assunto recorrente entre os estudantes que se preparam e estudam bastante para encará-lo. Afinal, ele é uma etapa decisiva para quem tem o sonho de entrar no ensino superior, obter a formação dos sonhos e se tornar um profissional com uma carreira de sucesso.

Justamente pelo peso e a importância que o vestibular carrega, é comum que surjam questionamentos e incertezas. Por exemplo, sobre o que realmente ele é, como funciona na prática, os tipos mais comuns ao redor do país, a possibilidade de usar a nota dele para conquistar uma bolsa e muito mais.

Por esse motivo, reunimos, neste post, as dúvidas mais frequentes a respeito do assunto. Assim, você tem a chance de esclarecê-las em um só lugar e, de quebra, se preparar melhor para o grande dia das provas. Acompanhe até o fim!

O que é e como funciona um vestibular?

O vestibular nada mais é do que o processo seletivo que os centro universitários ― sejam eles públicos, sejam eles particulares ― adotam para analisar os diferentes candidatos que querem estudar nesses espaços, classificá-los de acordo com uma determinada pontuação e aprovar os que têm os melhores desempenhos para ocuparem as vagas que eles oferecem.

Isso porque, como você deve saber, elas são limitadas e, justamente por esse motivo, acabam sendo bastante concorridas. As provas podem ocorrer apenas uma vez a cada 12 meses, de seis em seis meses e/ou em edições programadas durante todo o ano. Isso é algo que fica a cargo das instituições de ensino e de como elas planejam a formação das turmas do primeiro e do segundo semestres.

Além disso, elas também têm autonomia para definir se vão formular o próprio vestibular — estabelecendo o regulamento e os requisitos dele — ou adotar um modelo proposto pelo Ministério da Educação (mais a frente, vamos falar sobre ele).

Qual a importância do vestibular para entrar em um centro universitário?

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No tópico anterior, deu para ter uma noção melhor do que é o vestibular. Porém, “ainda me pergunto qual é a importância dele na prática?”, você deve estar pensando. Por isso, listamos três razões que fazem ele ter a relevância que tem na educação do país e ser uma fase indispensável de separação entre o ensino escolar e o ensino superior. Confira!

Avaliação do conhecimento geral dos vestibulandos

O vestibular é, antes de qualquer coisa, uma grande avaliação do seu nível de aprendizado durante o colégio, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. É por isso que ele tem tantas questões de conhecimento geral.

Algumas, inclusive, que trazem enunciados com aplicação prática ao nosso cotidiano. Afinal, é preciso saber se o candidato teve uma formação básica adequada e está devidamente pronto para ingressar em um ambiente acadêmico.

O motivo disso é que os conteúdos vistos em sala de aula dos centros universitários são mais complexos, exigem um maior aprofundamento e dedicação da sua parte e, em muitos casos, ainda requerem uma base de referências que é constituída pelos saberes das ciências, da matemática, do português e afins que são obtidos nas escolas.

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Teste da sua capacidade de argumentar e refletir criticamente sobre diferentes temas

Outro ponto importante é que o vestibular, principalmente quando falamos da redação, é o momento em que o estudante tem a oportunidade de provar que está atento ao que acontece ao redor dele em relação a diferentes temas (como direitos humanos, política, globalização, economia, tecnologia, educação, segurança etc.).

Porém, não se trata apenas de observar tudo isso, mas sim ser capaz de argumentar a respeito desses temas e de refletir de maneira crítica sobre cada um deles.

Isso porque o amadurecimento das ideias, o raciocínio analítico, a transmissão do saber e as habilidades de leitura e escrita serão imprescindíveis durante a sua vida acadêmica, sendo, inclusive, o grande diferencial para que você se torne um universitário de sucesso.

Portanto, a prova não deixa de funcionar como um teste para que o centro universitário saiba mais sobre as suas competências nessa área.

Seleção criteriosa dos candidatos mais bem preparados

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A partir das questões de avaliação do conhecimento geral dos vestibulandos e da testagem da capacidade de argumentação e reflexão crítica que a redação permite a eles apresentarem, as instituições de ensino fazem uma seleção rigorosa daqueles que, de fato, se encontram capacitados para começar uma graduação.

Em outras palavras, isso significa que o seu bom desempenho nas provas mostra por A + B que você tem responsabilidade quanto aos seus estudos e valoriza a necessidade de um aprendizado contínuo.

Isso sem falar, é claro, que é capaz de acompanhar matérias mais densas do que as do colégio — e que, muitas vezes, tem uma vasta carga teórica —, pode lidar com as experiências acadêmicas e está apto a produzir conhecimento científico.

Em suma: que você está pronto para se dedicar a aprender sobre as práticas profissionais de uma determinada carreira e a desenvolver as habilidades necessárias para exercê-la. Assim, futuramente, será capaz de conseguir um bom emprego no mercado de trabalho.

Quais os principais tipos de vestibulares do país?

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Agora que você entendeu o que é e como funciona um vestibular e também já sabe sobre a importância dele, nós vamos falar sobre os principais tipos que existem no país. Afinal de contas, cada centro universitário é soberano para adotar uma modalidade diferente e que melhor se encaixe no projeto pedagógico dele. Abaixo, estão listadas três delas. Veja!

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

A primeira e, certamente, a mais popular no momento é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que foi idealizado pelo Ministério da Educação (MEC) e é elaborado todos os anos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O motivo disso é simples: o MEC estabeleceu que de 2011 em diante as instituições federais e estaduais de ensino superior do Brasil adotassem o Enem como o processo seletivo para novos estudantes. Assim, haveria um modelo unificado de exame para os vestibulandos de todo o país que tem, além da redação dissertativa-argumentativa, cerca de 180 questões objetivas de conhecimentos gerais.

Com a resposta positiva na adesão — porém, não unânime, já que nem todas as instituições públicas aderiram integralmente a essa proposta —, muitos centros universitários particulares passaram também, ao longo dos anos, a aceitar a pontuação do Enem como forma de seleção.

Por conta disso, o Exame Nacional do Ensino Médio se tornou uma das modalidades mais relevantes para os vestibulandos.

Vestibular tradicional

O vestibular tradicional, como o próprio nome já sugere, é o mais habitual e antigo processo seletivo nas instituições de ensino superior. Geralmente, cada uma delas define os detalhes do edital dessas provas, como a quantidade de questões, se haverá perguntas objetivas e/ou discursivas, os gêneros textuais que serão cobrados na redação, o formato da pontuação dos candidatos e por aí vai.

Além disso, é bastante comum que ela seja dividido em duas fases. A primeira conta com perguntas de conhecimento gerais, enquanto a segunda tem questões voltadas para os conhecimentos específicos dos vestibulandos em determinadas matérias.

Nesse caso, os conteúdos exigidos nessa segunda etapa vão variar conforme o curso desejado. As graduações de humanas, por exemplo, tem provas de disciplinas mais teóricas (português, história e geografia). Já aquelas de exatas contam com disciplinas mais práticas (como física e matemática).

Vestibular agendado

Por fim, o vestibular o agendado, embora ocorra em dias pré-estabelecidos, oferece ao vestibulando a possibilidade de programar o dia em que ele quer fazer a prova. Esse é um diferencial que contribui para que você realize a avaliação não quando ela é determinada por terceiros, mas sim quando sente que está devidamente preparado emocionalmente e com total domínio sobre o conteúdo.

Vale comentar ainda que, dependendo do centro universitário, é possível que ele seja composto por um caderno de questões de conhecimento geral ou exclusivamente por uma redação. Outro ponto importante é que a divulgação do resultado acontece em tempo menor do que na modalidade tradicional.

Há instituições de ensino superior que adotam mais de um vestibular?

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A resposta é sim. Muitos centros universitários — em especial, os particulares — têm uma política de seleção de novos estudantes mais diversificada, o que proporciona ao candidato, mais chances de ingressar no ensino superior.

Isso se deve principalmente ao fato do Enem ter se estabelecido como o principal exame unificado que os vestibulandos encaram no Brasil. Não é para menos que no ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o país, os jovens são treinados e habituados com o estilo de provas que ele tem.

Portanto, saiba de antemão que muitas instituições de ensino aprovam candidatos pelo vestibular tradicional e pela pontuação no Enem. Já outras aprovam pelo vestibular agendado e a pontuação no Enem. Há ainda aquelas que utilizam os três métodos.

Por essa razão, é importante conferir quais são as alternativas oferecidas pelo centro universitário no qual você deseja estudar e, em especial, as regras e os requisitos de cada modalidade. Dessa maneira, é possível escolher a melhor delas para você.

É possível usar a nota do vestibular para uma bolsa de estudos?

Outra dúvida frequente entre os jovens que vão prestar vestibular é se dá para utilizar a nota obtida para tentar conseguir uma bolsa de estudos.

Isso porque muitos deles desejam se formar em uma instituição de ensino particular devido à estrutura moderna dos campus, a qualidade do corpo docente, o projeto pedagógico diferenciado e inovador, os programas de incentivo ao estágio, os prêmios recebidos, as parcerias e convênios que elas têm etc.

No entanto, pelos mais diversos motivos, nem todos têm como arcar com o custo da mensalidade. Por isso, se você também tem esse questionamento, saiba que, sim, é possível. Veja, abaixo, mais detalhes!

Programa Universidade para Todos (ProUni)

O Ministério da Educação, por exemplo, usa a nota do Enem como um dos requisitos para conceder uma bolsa do Programa Universidade para Todos, o popular ProUni. Ela pode ser obtida para cobrir parcial (50%) ou totalmente (100%) os valores mensais da sua graduação.

Todos os anos, há duas seleções: a regular e a destinada às bolsas remanescentes. Para participar da seleção é preciso estar dentro dos critérios de elegibilidade do programa (como ter feito o ensino médio em escola pública ou como bolsista em escola particular), estar devidamente matriculado na instituição desejada e se inscrever no portal do ProUni.

Mais alternativas para os estudantes universitários

Tenha em mente que o Programa Universidade para Todos é muito útil e auxilia milhares de acadêmicos em todo território nacional. Porém, ele não é a sua única possibilidade para estudar em um ambiente privado. Isso porque o MEC também tem uma opção de linha de crédito universitário, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Com ele, dá para você financiar as mensalidades do curso em 50% ou mesmo 100%, pagando, ao longo da formação, apenas os encargos do serviço. Somente a partir da data do término da graduação que é feita a quitação do saldo devedor.

A seleção do programa também tem duas etapas durante o ano, a regular e a de vagas remanescentes, e você deve estar já matriculado na instituição desejada. Lembrando que, assim como acontece no ProUni, a nota do Enem é requisitada e é preciso se enquadrar nos requisitos da iniciativa (como renda familiar entre 3 e 5 salários-mínimos). A inscrição pode ser feita no portal do Fies.

Há como entrar no ensino superior sem fazer vestibular?

Sim, há. Porém, é preciso estar atento para não achar que essa é uma possibilidade acessível a todos. Isso porque só quem pode dispensar o processo do vestibular para ingressar no ensino superior é quem já se graduou ou quer fazer transferência de instituição de ensino.

No primeiro caso, a pessoa que já tem uma formação — e por motivos que vão desde vontade de mudar de área até interesse em ampliar a bagagem de conhecimento e a titulação — pode aproveitar a modalidade “portador de diploma” para começar um novo curso sem prestar qualquer exame.

Para completar, ela ainda checa junto à coordenação da nova graduação se há possibilidade de aproveitar alguma das disciplinas feitas no primeiro curso.

No segundo caso, por sua vez, o indivíduo que está insatisfeito com a atual instituição na qual estuda pode solicitar a transferência para um novo centro universitário em que sinta que terá mais oportunidades de se qualificar para o mercado de trabalho.

Fora essas duas situações, todos os que terminam o ensino médio e querem se graduar precisam prestar o vestibular para darem início a vida acadêmica.

Como se preparar para a prova de vestibular?

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Depois de ler e se aprofundar mais sobre os diversos aspectos do vestibular, chegou o momento de se preparar para realizá-lo. Para tanto, trouxemos algumas dicas de como você pode planejar e otimizar os seus estudos, melhorando o seu aprendizado, esclarecendo as dúvidas mais recorrentes nas matérias e tendo uma rotina saudável de leitura e realização de atividades. Fique por dentro delas!

Pratique seus conhecimentos com simulados

Ao definir a sua graduação, foque em praticar com os simulados o que você aprendeu em sala de aula e por meio dos seus estudos. Eles serão de grande ajuda para você se habituar ao estilo de prova de cada modalidade de vestibular, especialmente o tradicional que conta com caderno de questões de conhecimentos específicos que varia com o tipo de curso.

Fora isso, eles vão ajudá-lo a traçar estratégias de leitura para perguntas mais extensas (que costumam ter uma carga de informações irrelevantes para distrair a atenção dos candidatos) e métodos de resolução mais práticos para enunciados com situações cotidianas que envolvem apenas raciocínio lógico.

Como se tudo isso não fosse o bastante, muitos simulados se utilizam de questões reais que já caíram no vestibular. Por isso, quanto mais versões você faz, mais se familiariza com os conteúdos principais que são cobrados nas três modalidades que apresentamos.

Crie resumos das matérias mais teóricas

Uma segunda dica é montar um planejamento para estudar todas as disciplinas que caem no vestibular, buscando sempre separar as matérias mais teóricas daquelas mais práticas.

A razão disso é simples: aquelas que se enquadram no primeiro caso (como geografia, história, sociologia, filosofia, biologia e português) trazem conteúdos que requerem mais leitura, interpretação textual e a prática regular de resumos.

Isso porque essa técnica de estudo ajuda a assimilar, com muito mais facilidade, os conceitos, as teorias e os fatos históricos que cada uma delas apresenta, ainda mais quando os resumos são escritos com as suas próprias palavras.

Treine exercícios das matérias mais práticas

Com os conteúdos mais práticos (como matemática, física e química), por outro lado, o ideal é não se ater somente à leitura. Tenha em mente que essas matérias trabalham muito mais com fórmulas, equações e dados numéricos do que com textos, o que exige treino de exercícios para que você se habitue a aplicá-los sem dificuldade ou erros triviais.

Logo, o ideal é que você tenha uma rotina na qual realiza diariamente diferentes questões. Elas podem ser retiradas de livros, apostilas, plataformas de aulas e atividades virtuais, e-books, ou mesmo, aplicativos voltados para vestibulandos (como o RevisApp, o Study Enem e o Hidrocarbonetos). As possibilidades são as mais diversas!

Faça uma redação por semana

Fora os resumos e os exercícios, defina algumas horas por semana (duas a três, por exemplo) para você fazer uma redação. Basta lembrar que, independentemente do tipo de processo seletivo adotado pelo centro universitário, ela sempre se faz presente, podendo ter papel decisivo para a sua aprovação.

Logo, é interessante botar a procrastinação para escanteio e se familiarizar ao máximo com os gêneros textuais que caem na prova da instituição para a qual você está concorrendo — isso, é claro, quando se trata dos vestibulares tradicional e agendado, já que no Enem é sempre o dissertativo-argumentativo. Dessa forma, você conseguirá produzir textos gramaticalmente impecáveis.

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Planeje dias de descanso durante a semana

A última, mas não menos importante, dica é planejar quais serão os dias de descanso durante o seu cronograma de estudos. Isso porque muitos vestibulandos têm a ideia equivocada de que a melhor forma de se preparar para as provas é estudar sem parar, dia e noite sem folga. Porém, isso não surte o efeito desejado.

Ao contrário, cedo ou tarde, você ficará exausto mentalmente. Além disso, o cérebro não retém informação sendo exposto ao máximo de conteúdo possível e no mais curto espaço de tempo, mas sim por meio do repetido contato com o assunto ao longo dos dias. Portanto, não se prive de descansar, mantendo momentos de lazer, diversão e entretenimento. Sua mente também precisa deles!

E se eu não passar no vestibular? O que fazer?

“E, se por algum motivo, meu desempenho não for bom no vestibular. O que devo fazer?”, você deve estar se perguntando. Aliás, esse é um pensamento recorrente entre muitos vestibulandos que temem não serem aprovados e terem que lidar com a sensação de frustração e tristeza por ter que adiar o sonho de começar a tão desejada graduação.

Por isso, é importante não deixar esse tipo de ideia consumir a sua mente, pois, a longo prazo, pode servir como gatilho para transtornos de ansiedade, fobias sociais, agorafobia, estresse crônico, depressão e afins. Lembre-se que, como mostrado, não existe apenas um tipo de vestibular, mas sim vários.

Além disso, cada vez mais as instituições diversificam as formas de seleção de novos estudantes. Portanto, siga as nossas dicas para se preparar para as provas, se dedique aos seus estudos e, certamente, o resultado que você deseja ocorrerá.

E então, deu para acabar com as suas dúvidas a respeito do que é o vestibular, como ele funciona e quais e as versões mais frequentes dele em todo o país?

Pois agora é focar nas opções aceitas pela instituição de ensino na qual você quer se formar, refletir sobre a possibilidade de recorrer a uma bolsa ou a um financiamento e estudar com foco para ter uma ótima pontuação para se tornar, enfim, um estudante universitário.

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